Arquivo do mês: março 2011

Alberto Goldin e as mulheres que ganham bem

A revista Lola, que em geral é bem legal, traz esse mês uma entrevista um tanto espantosa com o psicanalista Alberto Goldin. Ele começa dizendo que as mulheres, ainda que tenham cargos altos e poder, não precisam perder a feminilidade. Diz que a sexualidade funciona pela diferença. Até aí concordamos, Goldin. Mas depois a entrevista descamba para a impossibilidade de uma mulher que ganha mais que o marido ser feliz no relacionamento.

Pergunta a revista: Mas não há saída possível quando ela ganha mais? Quais são as opções?
A separação é uma opção. Outra é arranjar um amante ou ganhar alguma deficiência para compensar sua superioridade – engordar, por exemplo. Mas a mulher pode também ajudar o marido a crescer – ele poder ser casada com um professor que ganha pouco, mas que é um cara admirável, inteligente. Todo casal encontra um ponto de equilíbrio, mesmo numa dinâmica neurótica. A vida social ajuda muito. Há casais que quase não fazem sexo, mas conseguem ficar juntos porque convivem com amigos, viajam juntos, fazendo diferentes atividades. Encontrar prazar nas atividades do dia a dia também ajuda.

Atenção para a opção “engordar para compensar sua superioridade”. Ah, me poupe. Se for assim, coitada da autora de Comer, Rezar e Amar, a Liz Gilbert. Vendeu milhões, agora tá perdida. 

Filmes retratam tipos diferentes de mães

Ainda nem é o mês das mães. Mas dois filmes, um em cartaz, outro que estreia sexta, focam nelas.

O primeiro é Feliz que Minha Mãe Esteja Viva que trata de uma questão muito pertinente: será que todas as mães têm instinto materno? O filme conta a história de dois irmãos colocados para adoção ainda muito pequenos. Eles descobrem a verdadeira mãe, mas logo vêem que ela não se sente à vontade nesse papel. Em São Paulo está em cartaz no Espaço Unibanco e no Reserva Cultural.

O outro é As Mães de Chico Xavier. Último filme da trilogia super bem sucedida em termos de bilheteria sobre o famoso médium brasileiro. Conta a trajetória de três mães que passaram por traumas pessoais – como a morte de um filho, por exemplo – e pedem ajuda a Chico Xavier. É quase um contraponto ao outro filme, visto por esse lado. São histórias baseadas em fatos reais. Tem estreia nacional sexta-feira.

Ministras de Dilma na Marie Claire

Roberto Stuckert Filho/ Marie Claire

         A revista Marie Claire desse mês entrevistou as nove mulheres que são ministras do governo de Dilma Roussef. No site da revista dá pra ler todas as entrevistas. Além de falar um pouco de sua trajetória pessoal e de seus projetos nas áreas de atuação respectivas, as ministras responderam suas opiniões sobre a legalização do aborto.
         Na Folha de hoje (para assinantes) Fernando de Barros e Silva analisou a resposta das ministras sobre essa questão. Apenas duas delas responderam um efusivo “sim” quando perguntadas se são a favor da legalização do aborto, Miriam Belchior (Planejamento) e Ana de Hollanda (Cultura). As outras tentaram escapar da questão tabu respostas evasivas – sintomas, para o editorialista, de como essa discussão regrediu no Brasil.     
          Vamos colocar o aborto de novo em pauta?

Laura Ballés, mulher em tirinhas

Soube da Laura Ballés em uma matéria que a Gabi Borges fez pra revista TPM. Ela é argentina, advogada, tem 35 anos e é casada com o cartunista brasileiro Adão Iturrusgarai. As tirinhas dela, Roupa Suja, falam da relação com o marido, de criar os filhos, de envelhecer. São demais. Quem quiser pode ver até 10/4 trabalhos dela em Piracicaba, na exposição Batom, Lápis e TPM que o Teatro Municipal de lá está fazendo em homenagem ao mês da mulher, com várias cartunistas. Quem não puder, visite o incrível blog da Laura.

Batom Lápis e TPM Teatro Municipal Doutor Losso Neto Av. Independência, 257, Centro, Piracicaba, SP. Tel.: (19) 3433-4952. Entrada franca

Site alerta para a TPM das mulheres

Achei engraçadíssimo esse post do Marcelo Duarte. Ele fala de um site em inglês, o PMS Buddy, que permite o cadastro de até 5 mulheres conhecidas para que os homens saibam, com antecedência, quando será a TPM de cada uma. Eles têm de cadastrar a data do início da última menstruação e a duração do ciclo. Também podem se cadastrar no aplicativo no Facebook ou baixá-lo em seu iPhone.  Tudo isso é medo?

O ultrassom do futuro

Um site de inveções falou esses dias do PreVue, um ultrassom que, no futuro, poderá mostrar aos pais seus bebês diretamente na barriga, e diariamente. A criação ganhou um prêmio de design na Austrália e ainda não está em funcionamento. Discute-se se a imagem do bebê seria tão clara quanto aparece na foto – e também que males poderia provocar ao feto e à mãe o uso excessivo de um aparelho desses. Será que vira um produto comercial em alguns anos?

As lágrimas e o instinto sexual

Minha amiga Carol me mandou a dica. Saiu hoje no Estadão esse artigo sobre lágrimas femininas. Apesar de costumar torcer o nariz para qualquer coisa que tente explicar geneticamente nossos comportamentos sociais,  esse estudo me pareceu interessante. Quando alguns homens foram expostos ao odor de lágrimas femininas, seus níveis de testoterona diminuiram.  Ou seja, ficaram menos excitados quando eram expostos às lágrimas (e nesse caso, eles não estavam vendo mulheres chorando, só sentindo o cheiro das lágrimas, sem nem saber se eram lágrimas ou gotas de outras coisas). Assim, um homem que abraça uma mulher chorando pode ter um componente químico que impeça que ele se excite com isso. O que, obviamente, facilita o ato de consolar. Legal, né?

p.s.  O texto ressalta que nada comprova que isso tenha real importância no comportamento social, pode ser simplesmente um vestígio de um mecanismo que foi importante para nossos antepassados distantes.  Ou seja, não vá querer chorar em troca de carinho.
p.s. 2 Agora os cientistas pretendem fazer o teste inverso, pra ver como as mulheres reagem às lágrimas masculinas.