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Salário das mulheres é de 20% a 40% menor que dos homens

Tá pipocando por : salário das mulheres continua 25% menor que dos homens, segundo o IBGE. José Roberto de Toledo fez uma análise ainda pior nesse texto (valeu Carol! ). No caso das mulheres que estudaram tanto quanto os homens, quando ambos têm nível universitário, elas ganham em média 41% a menos. Ele também ressalta a dificuldade das mulheres em chegarem aos cargos altos nas empresas.
Veja a tabela das diferenças:

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As lágrimas e o instinto sexual

Minha amiga Carol me mandou a dica. Saiu hoje no Estadão esse artigo sobre lágrimas femininas. Apesar de costumar torcer o nariz para qualquer coisa que tente explicar geneticamente nossos comportamentos sociais,  esse estudo me pareceu interessante. Quando alguns homens foram expostos ao odor de lágrimas femininas, seus níveis de testoterona diminuiram.  Ou seja, ficaram menos excitados quando eram expostos às lágrimas (e nesse caso, eles não estavam vendo mulheres chorando, só sentindo o cheiro das lágrimas, sem nem saber se eram lágrimas ou gotas de outras coisas). Assim, um homem que abraça uma mulher chorando pode ter um componente químico que impeça que ele se excite com isso. O que, obviamente, facilita o ato de consolar. Legal, né?

p.s.  O texto ressalta que nada comprova que isso tenha real importância no comportamento social, pode ser simplesmente um vestígio de um mecanismo que foi importante para nossos antepassados distantes.  Ou seja, não vá querer chorar em troca de carinho.
p.s. 2 Agora os cientistas pretendem fazer o teste inverso, pra ver como as mulheres reagem às lágrimas masculinas.

1/4 das mulheres sofre abusos no parto

A pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero no Espaço Público e Privado, feita pela Fundação Perseu Abramo, revela que 25% das mulheres que são atendidas para parto em hospitais públicos ou privados reclamam de abusos.  A pesquisa investiga a mulher na sociedade sob diversos aspectos, como trabalho e sexualidade. 2.365 mulheres e 1.181 homens foram ouvidos em 25 estados.

Segue o trecho específico sobre os abusos no parto:
Em resposta a diferentes formas de violência institucional, no entanto, uma em cada quatro (25%) relatou ter sofrido, na hora do parto, ao menos uma entre 10 modalidades de violência sugeridas – com destaque para exame de toque doloroso (10%), negativa para alívio da dor (10%), não explicação para procedimentos adotados (9%), gritos de profissionais ao ser atendida (9%), negativa de atendimento (8%) e xingamentos ou humilhações (7%).

Ainda cerca de uma em cada quatro (23%) ouviu de algum profissional algo como:
 “não chora que ano eu vem você está aqui de novo” (15%);
 “na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe” (14%);
 “se gritar eu paro e não vou te atender” (6%);
 “se ficar gritando vai fazer mal pro neném, ele vai nascer surdo” (5%).”