Arquivo da categoria: Política

Salário das mulheres é de 20% a 40% menor que dos homens

Tá pipocando por : salário das mulheres continua 25% menor que dos homens, segundo o IBGE. José Roberto de Toledo fez uma análise ainda pior nesse texto (valeu Carol! ). No caso das mulheres que estudaram tanto quanto os homens, quando ambos têm nível universitário, elas ganham em média 41% a menos. Ele também ressalta a dificuldade das mulheres em chegarem aos cargos altos nas empresas.
Veja a tabela das diferenças:

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Mulheres desafiam os costumes para dirigir na Arábia Saudita

Um protesto de mulheres na Arábia Saudita vai exigir no dia 17 de junho um direito que pra nós soa até bem bizarro: elas querem poder dirigir.  Algumas mulheres se juntaram e lançaram no Facebook e no Twiter a campanha “I will drive starting June 17” (Eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho). Diz a Folha que a página do evento chegou a ter 6 mil membros. Mas agora não consigo encontrá-la no Facebook, parece ter saído do ar. Algumas outras páginas com esse nome aparecem, mas com poucos membros. É emocionante. Tomara que dê certo e que as mulheres sauditas lutem cada vez mais por seus direitos.

 Achei esse vídeo falando do assunto, da CNN:

O manifesto das mulheres diz o seguinte (foi escrito em árabe, traduzi do inglês):

“Nós procuramos por leis que proibem as mulheres na Arábia Saudita de exercerem seu direito de dirigir seu próprio veículo mas não encontramos nada que aponte para tal [proibição] nas leis de tráfego sauditas. Assim, o que nós vamos fazer não pode ser considerado uma violação da lei. Então nós decidimos que começando na sexta-feira, dia 15 do Rajab, 1432, que corresponde ao dia 17 de junho de 2011:

– Toda mulher que possua uma carteira de motorista internacional ou uma de outro país vai começar a dirigir seu próprio carro seja para chegar ao seu local de trabalho, deixar seus filhos na escola ou atender suas necessidades diárias.
– Nós vamos tirar fotos e filmar a nós próprias dirigindo nosso carros e postar na nossa página do Facebook para apoiar nossa causa: “eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho”
– Nós vamos aderir ao código de vestimenta (hijab) enquanto dirigimos.
– Nós vamos obedecer as leis do trânsito e não vamos desafiar as autoridades se formos paradas para questionamentos.
– Se formos obrigadas a parar, vamos firmemente demandar ser informadas sobre quais leis estão sendo violadas. Até agora não há uma lei de trânsito que proíba mulheres de dirigirem seu próprio veículo.
– Nós não temos objetivos destrutivos e não vamos nos reunir ou protestar, nem vamos levantar slogans. Nós não temos líderes nem conspiradores internacionais. Nós somos patriotas e amamos esse país e não vamos aceitar que isso afete sua segurança. O que está envolvido [nesse assunto] é que nós vamos começar a exercer nossos direitos legítimos.
= Nós não vamos parar de exercer esse direito até que encontrem uma solução para esse caso. Nós falamos em diversas ocasições e ninguém nos ouviu. A hora das soluções chegou. Nós queremos escolas de direção para mulheres. Nós queremos que as motoristas sauditas tenham carteira de motorista como em todos os outros países do mundo. Nós queremos viver como cidadãs de maneira completa sem a humilhação e a degradação a que nós somos [atualmente] sujeitas todos os dias por causa da nossa dependência de um motorista.
– Nós vamos lançar uma campanha voluntária para oferecer aulas de motorista grátis para mulheres começando na data que esse anúncio está sendo feito e gostaríamos que todos nos apoiassem

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Campanhas da Avaaz pelos direitos de gênero

A Avaaz é uma comunidade de mobilização online que faz petições em prol de causas nacionais e internacionais urgentes. É muito fácil ajudar – e é de graça, basta assinar as petições com as quais você concorda. Várias delas tratam dos mesmos temas que este blog. Atualmente, há duas principais nessa linha, ambas na África:

A campanha contra o estupro corretivo na África do Sul – lá existe a prática horrenda de tentar curar mulheres do lesbianismo por meio de “estupros corretivos”.  Nenhum homem foi condenado no país até hoje pela prática.  Assine contra o estupro corretivo aqui.

A segunda campanha está disponível no site apenas em inglês. É urgente, contra uma lei que pode ser promulgada na Uganda dentro de 24 horas. Ao contrário do que aconteceu no Brasil, onde os homossexuais ganharam direito ao casamento, na Uganda está se votando uma lei pune com pena de morte a homossexualidade. Assine aqui

Kate Middleton não tem de ser virgem pra casar

Eu honestamente nem sabia disso. A AP fez uma matéria essa semana para mostrar como a corte britânica, ainda que bem devagar, mas se moderniza. Em 1981, no casamento de Lady Di, seu tio Lord Fermoy precisou declarar publicamente que ela era virgem. Parece que a questão estava preocupado o povo na época e levantando discussões na imprensa. (E olhe que já fazia tempo que tinham inventado a pílula e liberado as mulheres pra fazer sexo quando bem entendessem). 
Mas na nova geração real, ninguém parece ligar muito para esse tipo de detalhe. Kate Middleton e o príncipe William, que devem se casar este mês, já até moram juntos antes do casamento.

Ministras de Dilma na Marie Claire

Roberto Stuckert Filho/ Marie Claire

         A revista Marie Claire desse mês entrevistou as nove mulheres que são ministras do governo de Dilma Roussef. No site da revista dá pra ler todas as entrevistas. Além de falar um pouco de sua trajetória pessoal e de seus projetos nas áreas de atuação respectivas, as ministras responderam suas opiniões sobre a legalização do aborto.
         Na Folha de hoje (para assinantes) Fernando de Barros e Silva analisou a resposta das ministras sobre essa questão. Apenas duas delas responderam um efusivo “sim” quando perguntadas se são a favor da legalização do aborto, Miriam Belchior (Planejamento) e Ana de Hollanda (Cultura). As outras tentaram escapar da questão tabu respostas evasivas – sintomas, para o editorialista, de como essa discussão regrediu no Brasil.     
          Vamos colocar o aborto de novo em pauta?

Mulheres no governo de Dilma

Hoje na Folha uma notícia que me deixa impressionada.  Dilma Roussef nomeou 75% mais mulheres que Lula para o segundo escalão da sua administração federal em seu primeiro mês de governo.
Até aí, tudo bem. Era de se esperar que uma mulher no governo fizesse isso mesmo – especialmente se levarmos em consideração que ela usou a questão do gênero a seu favor largamente durante a campanha.
O que me impressiona é que, mesmo com tamanho aumento, as mulheres ainda representam apenas 28,3% das nomeações (eram 16,2% no governo anterior).  São 68 no meio de 240 homens. Antes eram 44 no meio de 271.