Arquivo da categoria: Vídeos

Contra a violência doméstica

O meu amigo Gui acaba de me mandar essa propaganda muito boa contra violência doméstica. É legal que é engraçada e faz efeito. Dá uma olhada.

A arte política de Shirin Neshat

Minha amiga Tina, super cool hunter, me falou dessa artista persa, a Shirin Neshat. Ela nasceu no Irã, mas tem vivido exilada por conta própria nos Estados Unidos pela maior parte da sua vida adulta. Ela faz um trabalho fotográfico e multimídia que mostra o conflito entre as culturas ocidental e oriental, tentando entender as mulheres muçuilmanas e sua idendidade. Eu não canso de olhas as imagens dela, são tão fortes e políticas que dói.

Ela também é diretora do filme Womem Without Men – que fala das mulheres que tentam escapar da opressão no Teerã. Shirin ganhou o prêmio de melhor diretora no festival de Veneza com ele. Veja o trailer:

      Nesse outro video do Ted, Shirin fala da vida no exílio, de sua busca pela identidade das mulheres iranianas fora do Irã, do conceito ruim que se faz de seu país no ocidente – e lembra que o Irã já teve um governo democrático, tirado do poder pelos Estados Unidos.

Aplicativo adiciona namoradas no facebook

Vi esse vídeo no blog do Carlos Merigo e achei muito curioso. A Axe fez uma campanha publicitária na Tunísia lançando um novo aplicativo para facebook.  O cara que usasse o aplicativo ganhava uma série de namoradas no seu status, uma brincadeira pra dizer que ele é um puta garanhão. Aparecia assim “fulano de tal está em um relacionamento com fulaninha e mais 300 mulheres”. Pra você ver como as diferenças do que se pensa sobre homens e mulheres chegam às propagandas. Imagine um aplicativo que dissesse “Carolina está em um relacionamento com Joãozinho e mais 200 homens”. Ia pegar mal.

Mãe injeta botox na filha de 8 anos

         Uma mãe da Califórnia revoltou os Estados Unidos essa semana quando foi noticiado que ela injeta botox na filha de 8 anos que participa de concursos de beleza. A mãe faz as aplicações em casa e diz que é perfeitamente seguro e normal. Diz que foi a filha, Britney, que reclamou (atenção) “das rugas que tem no rosto”.  Ela também depilou com cera as pernas da filha.
          Britney e a mãe foram entrevistadas pelo programa Good Morning America. A menina diz que no começo sentia dor durante as aplicações, mas agora já está acostumada. É uma das coisas mais chocantes que eu já vi. O mais grave: a mãe de Britney diz que isso é “muito comum” entre as mães de meninas que vão para concursos de beleza.

Menino veste saia em protesto na Inglaterra

         Olha que garoto mais fofo. Essa semana a BBC noticiou que Cris Whitehead, o menino da foto, resolveu usar uma saia para protestar em sua escola (Impington Village College) contra a regra da direção – que exige que meninos vistam calça comprida.        
        Passando calor no verão, e proibido de usar bermuda, ele resolveu procurar brechas nas regras do colégio para resolver seu problema. Descobriu que o código de vestuário não especificava que saias só podem ser usadas por mulheres. Como forma de protesto, foi assistir aula de saia. Ganhou apoio dos pais, enfrentou a piada dos colegas e conseguiu e até apoio da escola, que prometeu rever a regra em breve. Um detalhe: ele tem apenas 12 anos. Veja o vídeo aqui,

Geena Davis fala sobre as mulheres no cinema

        Sem querer encontrei um outro vídeo sensacional (para quem tem mais paciência, esse leva uns 20 minutos) sobre as personagens femininas no cinema, dessa vez focado no cinema ínfantil, que vai além do Princípio Smurfette. É da atriz Geena Davis, famosa por Thelma e Louise.  
          Com sua fundação See Jane, Geena conseguiu levantar fundos para estudar os top 100 filmes lançados de 1990 a 2005, daqueles liberados para qualquer faixa etária ou seja, destinados ao público infantil.

As conclusões dela:
“Três de cada quatro personagens nos filmes para todas as faixas etárias são homens (…) Dos personagens mostrados em grupos, só 17% são mulheres, e, das poucas mulheres que aparecem nesses filmes, a maioria é altamente estereotipada. E, por sinal, durante esse período de 15 anos, não houve nenhum avanço na questão do percentual de personagens femininos. Então você tem de pensar: “Que mensagem a nossa cultura passa para as crianças? Que mulheres e garotas valem menos, e que elas têm um valor diferente que homens e garotos”.

O princípio Smurfette

        Vale a pena assistir esse vídeo engraçadíssimo (em inglês), publicado pelo blog Bitch Media, que chama atenção para a quantidade de personagens femininos nos filmes e desenhos animados. Em geral, o mundo do cinema é povoado por homens e uma única personagem feminina aparece para representar as mulheres – mesmo apesar de 50% do mundo real ser habitado por elas.
         Duas décadas atrás, Katha Pollitt chamou esse fenônemo de “princípio Smurfette”, já que os Smurfs são uma grande comunidade feliz de homens azuis onde existe uma única mulher (e que surge criada por um ser maligno). O vídeo cita também filmes para adultos como Transfomers e vários outros de ação. Ainda diz que as personagens femininas costumam ser coadvujantes aos homens. Quando calha de serem principais, aparecem como gostosonas estereotipadas. 
          Aplica-se às mulheres o que se chama lá fora de “token minority”. É quando se decide incluir um personagem de uma minoria (como negros ou homossexuais) para fazer de conta que o filme, ou livro etc. é super democrático.