Al Jazeera denuncia: estupros na Líbia são armas de guerra

Há alguns dias correu a notícia de que uma mulher na Líbia, Imam Al-Obeidi, invadiu um hotel onde se hospedam estrangeiros para dizer à imprensa mundial que foi torturada e estuprada por militares do governo de Muammar Kadhafi. Já se disse desde então que ela é louca, prostituta e coisas do gênero. Mas a tv AL Jazzera fez uma reportagem em que denuncia que a prática de estupro é “arma de guerra” usada contra as mulheres na Líbia. A reportagem diz que viagras e camisinhas são distribuídos para os oficiais do exécito para estimular os estupros.

General admite testes de virgindade no Egito

A CNN publicou ontem a declaração um general do exército egípcio, que admitiu que foram feitos testes de virgindade em mulheres presas  em um evento de protesto. O motivo: “Nós não queríamos que elas dissessem que nós as abusamos ou violentamos, então nós queríamos provar que elas para começar não eram virgens”, disse ele. “Nenhuma delas era virgem”. (Seguindo esse raciocínio a gente entenderia que quem não é virgem pode ser estruprada sem maiores problemas?) O evento aconteceu em março,  um mês depois da saída do presidente Mubarak – em seguida o exército egípcio tomou o poder aguardando as próximas eleições. Pelo menos 17 mulheres presas passaram pelo teste de virgindade.

 

Ninguém queimou sutiãs


Você sabia que ninguém efetivamente queimou sutiãs na famosa manifestação feminista de 1968? Fiquei passada ao ler sobre o evento esses dias. Ao que tudo indica, não houve nem um único sutiã queimado no protesto que ficou famoso no dia 7 de setembro de 1968, quando 400 mulheres do Woman´s Liberation Movement protestaram em Atlantic City contra o concurso Miss America.
Elas jogaram no lixo maquiagens, cílios postíços, sprays, sapatos e talvez alguns sutiãs. Foi só isso – um protesto contra a comercialização da beleza, contra a opressão dos padrões de beleza. E aí inventaram a lenda de que elas estavam queimando sutiãs, o que estimulou outros movimentos feministas a adotarem a ideia.

A arte política de Shirin Neshat

Minha amiga Tina, super cool hunter, me falou dessa artista persa, a Shirin Neshat. Ela nasceu no Irã, mas tem vivido exilada por conta própria nos Estados Unidos pela maior parte da sua vida adulta. Ela faz um trabalho fotográfico e multimídia que mostra o conflito entre as culturas ocidental e oriental, tentando entender as mulheres muçuilmanas e sua idendidade. Eu não canso de olhas as imagens dela, são tão fortes e políticas que dói.

Ela também é diretora do filme Womem Without Men – que fala das mulheres que tentam escapar da opressão no Teerã. Shirin ganhou o prêmio de melhor diretora no festival de Veneza com ele. Veja o trailer:

      Nesse outro video do Ted, Shirin fala da vida no exílio, de sua busca pela identidade das mulheres iranianas fora do Irã, do conceito ruim que se faz de seu país no ocidente – e lembra que o Irã já teve um governo democrático, tirado do poder pelos Estados Unidos.

Salário das mulheres é de 20% a 40% menor que dos homens

Tá pipocando por : salário das mulheres continua 25% menor que dos homens, segundo o IBGE. José Roberto de Toledo fez uma análise ainda pior nesse texto (valeu Carol! ). No caso das mulheres que estudaram tanto quanto os homens, quando ambos têm nível universitário, elas ganham em média 41% a menos. Ele também ressalta a dificuldade das mulheres em chegarem aos cargos altos nas empresas.
Veja a tabela das diferenças:

Mulheres desafiam os costumes para dirigir na Arábia Saudita

Um protesto de mulheres na Arábia Saudita vai exigir no dia 17 de junho um direito que pra nós soa até bem bizarro: elas querem poder dirigir.  Algumas mulheres se juntaram e lançaram no Facebook e no Twiter a campanha “I will drive starting June 17” (Eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho). Diz a Folha que a página do evento chegou a ter 6 mil membros. Mas agora não consigo encontrá-la no Facebook, parece ter saído do ar. Algumas outras páginas com esse nome aparecem, mas com poucos membros. É emocionante. Tomara que dê certo e que as mulheres sauditas lutem cada vez mais por seus direitos.

 Achei esse vídeo falando do assunto, da CNN:

O manifesto das mulheres diz o seguinte (foi escrito em árabe, traduzi do inglês):

“Nós procuramos por leis que proibem as mulheres na Arábia Saudita de exercerem seu direito de dirigir seu próprio veículo mas não encontramos nada que aponte para tal [proibição] nas leis de tráfego sauditas. Assim, o que nós vamos fazer não pode ser considerado uma violação da lei. Então nós decidimos que começando na sexta-feira, dia 15 do Rajab, 1432, que corresponde ao dia 17 de junho de 2011:

– Toda mulher que possua uma carteira de motorista internacional ou uma de outro país vai começar a dirigir seu próprio carro seja para chegar ao seu local de trabalho, deixar seus filhos na escola ou atender suas necessidades diárias.
– Nós vamos tirar fotos e filmar a nós próprias dirigindo nosso carros e postar na nossa página do Facebook para apoiar nossa causa: “eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho”
– Nós vamos aderir ao código de vestimenta (hijab) enquanto dirigimos.
– Nós vamos obedecer as leis do trânsito e não vamos desafiar as autoridades se formos paradas para questionamentos.
– Se formos obrigadas a parar, vamos firmemente demandar ser informadas sobre quais leis estão sendo violadas. Até agora não há uma lei de trânsito que proíba mulheres de dirigirem seu próprio veículo.
– Nós não temos objetivos destrutivos e não vamos nos reunir ou protestar, nem vamos levantar slogans. Nós não temos líderes nem conspiradores internacionais. Nós somos patriotas e amamos esse país e não vamos aceitar que isso afete sua segurança. O que está envolvido [nesse assunto] é que nós vamos começar a exercer nossos direitos legítimos.
= Nós não vamos parar de exercer esse direito até que encontrem uma solução para esse caso. Nós falamos em diversas ocasições e ninguém nos ouviu. A hora das soluções chegou. Nós queremos escolas de direção para mulheres. Nós queremos que as motoristas sauditas tenham carteira de motorista como em todos os outros países do mundo. Nós queremos viver como cidadãs de maneira completa sem a humilhação e a degradação a que nós somos [atualmente] sujeitas todos os dias por causa da nossa dependência de um motorista.
– Nós vamos lançar uma campanha voluntária para oferecer aulas de motorista grátis para mulheres começando na data que esse anúncio está sendo feito e gostaríamos que todos nos apoiassem

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Aplicativo adiciona namoradas no facebook

Vi esse vídeo no blog do Carlos Merigo e achei muito curioso. A Axe fez uma campanha publicitária na Tunísia lançando um novo aplicativo para facebook.  O cara que usasse o aplicativo ganhava uma série de namoradas no seu status, uma brincadeira pra dizer que ele é um puta garanhão. Aparecia assim “fulano de tal está em um relacionamento com fulaninha e mais 300 mulheres”. Pra você ver como as diferenças do que se pensa sobre homens e mulheres chegam às propagandas. Imagine um aplicativo que dissesse “Carolina está em um relacionamento com Joãozinho e mais 200 homens”. Ia pegar mal.