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Contra a violência doméstica

O meu amigo Gui acaba de me mandar essa propaganda muito boa contra violência doméstica. É legal que é engraçada e faz efeito. Dá uma olhada.

General admite testes de virgindade no Egito

A CNN publicou ontem a declaração um general do exército egípcio, que admitiu que foram feitos testes de virgindade em mulheres presas  em um evento de protesto. O motivo: “Nós não queríamos que elas dissessem que nós as abusamos ou violentamos, então nós queríamos provar que elas para começar não eram virgens”, disse ele. “Nenhuma delas era virgem”. (Seguindo esse raciocínio a gente entenderia que quem não é virgem pode ser estruprada sem maiores problemas?) O evento aconteceu em março,  um mês depois da saída do presidente Mubarak – em seguida o exército egípcio tomou o poder aguardando as próximas eleições. Pelo menos 17 mulheres presas passaram pelo teste de virgindade.

 

Ninguém queimou sutiãs


Você sabia que ninguém efetivamente queimou sutiãs na famosa manifestação feminista de 1968? Fiquei passada ao ler sobre o evento esses dias. Ao que tudo indica, não houve nem um único sutiã queimado no protesto que ficou famoso no dia 7 de setembro de 1968, quando 400 mulheres do Woman´s Liberation Movement protestaram em Atlantic City contra o concurso Miss America.
Elas jogaram no lixo maquiagens, cílios postíços, sprays, sapatos e talvez alguns sutiãs. Foi só isso – um protesto contra a comercialização da beleza, contra a opressão dos padrões de beleza. E aí inventaram a lenda de que elas estavam queimando sutiãs, o que estimulou outros movimentos feministas a adotarem a ideia.

Salário das mulheres é de 20% a 40% menor que dos homens

Tá pipocando por : salário das mulheres continua 25% menor que dos homens, segundo o IBGE. José Roberto de Toledo fez uma análise ainda pior nesse texto (valeu Carol! ). No caso das mulheres que estudaram tanto quanto os homens, quando ambos têm nível universitário, elas ganham em média 41% a menos. Ele também ressalta a dificuldade das mulheres em chegarem aos cargos altos nas empresas.
Veja a tabela das diferenças:

Mulheres desafiam os costumes para dirigir na Arábia Saudita

Um protesto de mulheres na Arábia Saudita vai exigir no dia 17 de junho um direito que pra nós soa até bem bizarro: elas querem poder dirigir.  Algumas mulheres se juntaram e lançaram no Facebook e no Twiter a campanha “I will drive starting June 17” (Eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho). Diz a Folha que a página do evento chegou a ter 6 mil membros. Mas agora não consigo encontrá-la no Facebook, parece ter saído do ar. Algumas outras páginas com esse nome aparecem, mas com poucos membros. É emocionante. Tomara que dê certo e que as mulheres sauditas lutem cada vez mais por seus direitos.

 Achei esse vídeo falando do assunto, da CNN:

O manifesto das mulheres diz o seguinte (foi escrito em árabe, traduzi do inglês):

“Nós procuramos por leis que proibem as mulheres na Arábia Saudita de exercerem seu direito de dirigir seu próprio veículo mas não encontramos nada que aponte para tal [proibição] nas leis de tráfego sauditas. Assim, o que nós vamos fazer não pode ser considerado uma violação da lei. Então nós decidimos que começando na sexta-feira, dia 15 do Rajab, 1432, que corresponde ao dia 17 de junho de 2011:

– Toda mulher que possua uma carteira de motorista internacional ou uma de outro país vai começar a dirigir seu próprio carro seja para chegar ao seu local de trabalho, deixar seus filhos na escola ou atender suas necessidades diárias.
– Nós vamos tirar fotos e filmar a nós próprias dirigindo nosso carros e postar na nossa página do Facebook para apoiar nossa causa: “eu vou dirigir a partir do dia 17 de junho”
– Nós vamos aderir ao código de vestimenta (hijab) enquanto dirigimos.
– Nós vamos obedecer as leis do trânsito e não vamos desafiar as autoridades se formos paradas para questionamentos.
– Se formos obrigadas a parar, vamos firmemente demandar ser informadas sobre quais leis estão sendo violadas. Até agora não há uma lei de trânsito que proíba mulheres de dirigirem seu próprio veículo.
– Nós não temos objetivos destrutivos e não vamos nos reunir ou protestar, nem vamos levantar slogans. Nós não temos líderes nem conspiradores internacionais. Nós somos patriotas e amamos esse país e não vamos aceitar que isso afete sua segurança. O que está envolvido [nesse assunto] é que nós vamos começar a exercer nossos direitos legítimos.
= Nós não vamos parar de exercer esse direito até que encontrem uma solução para esse caso. Nós falamos em diversas ocasições e ninguém nos ouviu. A hora das soluções chegou. Nós queremos escolas de direção para mulheres. Nós queremos que as motoristas sauditas tenham carteira de motorista como em todos os outros países do mundo. Nós queremos viver como cidadãs de maneira completa sem a humilhação e a degradação a que nós somos [atualmente] sujeitas todos os dias por causa da nossa dependência de um motorista.
– Nós vamos lançar uma campanha voluntária para oferecer aulas de motorista grátis para mulheres começando na data que esse anúncio está sendo feito e gostaríamos que todos nos apoiassem

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O princípio Smurfette

        Vale a pena assistir esse vídeo engraçadíssimo (em inglês), publicado pelo blog Bitch Media, que chama atenção para a quantidade de personagens femininos nos filmes e desenhos animados. Em geral, o mundo do cinema é povoado por homens e uma única personagem feminina aparece para representar as mulheres – mesmo apesar de 50% do mundo real ser habitado por elas.
         Duas décadas atrás, Katha Pollitt chamou esse fenônemo de “princípio Smurfette”, já que os Smurfs são uma grande comunidade feliz de homens azuis onde existe uma única mulher (e que surge criada por um ser maligno). O vídeo cita também filmes para adultos como Transfomers e vários outros de ação. Ainda diz que as personagens femininas costumam ser coadvujantes aos homens. Quando calha de serem principais, aparecem como gostosonas estereotipadas. 
          Aplica-se às mulheres o que se chama lá fora de “token minority”. É quando se decide incluir um personagem de uma minoria (como negros ou homossexuais) para fazer de conta que o filme, ou livro etc. é super democrático.

Mulheres religiosas também usam contraceptivo

Uma pesquisa do Insitituto Guttmacher feita com mulheres nos Estados Unidos concluiu que a maior parte das norte-americanas combinam suas religões com o uso de contraceptivos para evitar gravidez – mesmo indo contra os preceitos de suas igrejas. A pesquisa incluiu católicas e evangélicas protestantes:
– 99 % das mulheres entrevistadas usam métodos contraceptivos
– 69% das mulheres sexualmente ativas que não querem engravidar usam métodos altamente eficazes, como esterelização ou DIU
– 68% das mulheres católicas usam contraceptivos. Usam menos que as protestantes, 73%, e que as evangélicas, 74%
– Só 2% das mulheres católicas confiam no planejamento familiar natural – mesmo aquelas que frequentam a igreja uma vez por mês ou mais
– Mais que 4 entre 10 evangélicas confiam na esterelização feminina ou masculina

(Importante lembrar que a igreja evangélica americana não é a mesma coisa que a brasileira, ok?)