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Pin-ups retocadas

O Jezebel, o site mais feminista mais legal que existe por aí – não deixem de visitá-lo -, publicou uma galeria impressionante de pin-ups vintage, mostrando suas fotos originais e o resultado final dos pôsteres. Muito antes do photoshop as garotas já eram retocadas!

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As lágrimas e o instinto sexual

Minha amiga Carol me mandou a dica. Saiu hoje no Estadão esse artigo sobre lágrimas femininas. Apesar de costumar torcer o nariz para qualquer coisa que tente explicar geneticamente nossos comportamentos sociais,  esse estudo me pareceu interessante. Quando alguns homens foram expostos ao odor de lágrimas femininas, seus níveis de testoterona diminuiram.  Ou seja, ficaram menos excitados quando eram expostos às lágrimas (e nesse caso, eles não estavam vendo mulheres chorando, só sentindo o cheiro das lágrimas, sem nem saber se eram lágrimas ou gotas de outras coisas). Assim, um homem que abraça uma mulher chorando pode ter um componente químico que impeça que ele se excite com isso. O que, obviamente, facilita o ato de consolar. Legal, né?

p.s.  O texto ressalta que nada comprova que isso tenha real importância no comportamento social, pode ser simplesmente um vestígio de um mecanismo que foi importante para nossos antepassados distantes.  Ou seja, não vá querer chorar em troca de carinho.
p.s. 2 Agora os cientistas pretendem fazer o teste inverso, pra ver como as mulheres reagem às lágrimas masculinas.

Contra a neura da limpeza

Não existe nada mais irritante que os comerciais de produtos de limpeza. Se a gente vive num mundo tão incrivelmente desenvolvido, se há homens que moram sozinhos, se há homens que moram com outros homens,  se há homens que fazem sua parte, por que será que até hoje absolutamente todos os comerciais que eu vejo que envolvem produtos de limpeza (seja para limpar o carpete, o banheiro ou lavar a roupa) são direcionados para mulheres?  Cuidado com a neura da limpeza (e com uma dezena de outros que a gente pode citar nesse sentido): ela está no fundo dizendo às mulheres que são elas que têm a função de limpar.
p.s. E um pedido aos publicitários: vamos ser mais criativos, vai?

O que fazemos do dia da mulher

Eu costumava ser “contra” o dia internacional da mulher. Se me perguntassem, eu dizia que temos um dia para as mulheres porque todos os outros são dos homens.

Achava que era um dia que só servia para te empurrarem mais produtos de beleza, mais tratamentos estéticos. Para reforçar o peso dos padrões de feminilidade impostos sobre as mulheres. Sempre achei que se declara o amor pelas mulheres por um dia para que no resto do ano elas continuem acumulando, sem reclamar, as funções de doméstica, mãe, profissional, top model e rainha do sexo. 

Mas depois entendi melhor como as coisas funcionam na sociedade. O capitalismo mercantiliza tudo, esvazia tudo. Mas achar que o dia das mulheres não tem importância porque as empresas se aproveitam dele para vender mais é como achar que Che Guevara perdeu seu valor político depois que seu rosto começou a aparecer estampado em camisetas.

O dia das mulheres nasceu em 1910, sugerido pela alemã Clara Zetkin durante o 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague. Foi criado para celebrar a luta e as conquistas das mulheres, em especial o direito ao voto. E se você procurar, vai encontrar muita gente que continua usando esse dia com seu propósito inicial. Quem, em 8 de março, ainda relembra e discute a situação da mulher no mundo, suas conquistas e os problemas que ainda terá de enfrentar.

No final das contas, não há como se controlar a tendência do mercado de esvaziar o significado das coisas. Mas você p0de, para começar, tentar não se render a isso. Por outro lado, não há motivo para fazer como eu fiz antes: virar as costas para a importância histórica e política dessas conquistas. O dia das mulheres está aí, é um marco importante das feministas do passado. E você pode escolher o que quer fazer com ele.

Brasileiras da arte contemporânea

Mais uma boa dica: o Sesc Vila Mariana vai dar em março um mini-curso para apresentar a comentar a obra de artistas brasileiras importantes entre os anos 1950 e 80. Entre elas, Lygia Clark (da foto), Mira Schendel, Lygia Pape, Ana Maria Marioline e Letícia Parente. Custa R$ 20 para quem não é sócio. Dias 16 e 23/3, das 19h30 às 21h30.
Sesc Vila Mariana R. Pelotas, 141, São Paulo, SP. Tel.: (11) 5080-3000

Mês dos documentários

Ontem vi na GNT o documentário Mulheres Contra a Violência.  Apesar de parecer ser um pouco velho, teve depoimentos bem fortes de mulheres que sofreram violência doméstico ou estupro. Me impressionou a dificuldade das mulheres em conseguirem ajuda, o perrengue que elas passam depois de resolverem enfrentar o problema e assumir publicamente os maus tratos.

 Fui procurar e vi que o canal vai exibir uma série de docs sobre mulheres durante o mês de março, por conta do dia das mulheres. Hoje tem um sobre mulheres que passaram por várias gestações tentando ter um filha menina – chama-se À Espera de uma Filha.

Ao longo do mês, vão passar documentários sobre mulheres célebres como Benazhir Butto, Madre Teresa, o casal Obama, Marilyn Monroe e até a controversa Carla Bruni, além de vários de comportamento. Tô interessada em ver o Driblando Obstáculos – Futebol Feminino no Afeganistão, que vai ao ar dia 10. Deve ser bom. Imagina o que deve ser jogar futebol feminino no regime Talibã. Achei um trecho dele:

 

Topless contra a exploração sexual

Na internet hoje, em sites como o Opera Mundi, a notícia de mulheres ucranianas protestando de topless contra a exploração sexual. A manifestação delas, que fazem parte do grupo feminista Femen, é contra uma promoção da emissora neozelandessa Rock FM chamada “Ganhe uma esposa”. O vencedor da promoção viajaria para a Ucrânia para “escolher” uma esposa em uma agência de encontros.  O  grupo também levou cartazes dizendo que a “ucrânia não é um bordel”.

A Ucrânia tem fama de ser um país de turismo sexual (parece que algo como 60% das universitárias se rendem à prostituição) e as feministas estão tentando combater essa imagem.

 O Femen ficou conhecido por suas manifestações de topless. Parece  um tiro no pé ficar pelada para combater a prostituição? Elas dizem que não.  “Nós começamos vestidas e ninguém reparava. Eu sou uma grande fã de tirarmos nossas roupas. É como conseguimos atenção da nossa plateia”, disse a militante Alexandra Shevchenko.